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Mac OS X Lion: breve review

Sábado, 8 de Outubro de 2011

Apesar de ter instalado o Lion num disco esterno há cerca de um mês, só na passada semana é que migrei definitivamente para a nova versão do Mac OS X. Não obstante as muitas novidades anunciadas, a verdade é que não tinha grandes expectativas para a nova versão do SO da Apple, onde estava à espera de algumas funcionalidades interessantes, mas também de alguns aspectos negativos. Comecemos então pelos pontos negativos…

Uma das coisas que mais me desagradou no Lion, foi a remoção do iSync. Basicamente, isto significa que acabaram as sincronizações de contactos e calendário com a maior parte dos telemóveis (telemóveis que usam o protocolo SyncML). Ainda relacionado com os contactos e calendário, tivemos também algumas mudanças no Address Book e iCal, nomeadamente ao nível do interface gráfico. Sempre admirei o Mac OS X pela simplicidade do seu interface gráfico, simplicidade que deixou de existir nestas aplicações. Qualquer um destes problemas pode ser contornado, aproveitado as versões anteriores das aplicações, mas é apenas contornar o problema…

Outra novidade foi o Mission Control, que veio substituir o Exposé e o Spaces. Pessoalmente preferia a solução anterior, que me permitia facilmente mudar de aplicação/janela, mesmo quando esta estava a correr num ambiente diferente, ou também mudar as aplicações de ambiente. Actualmente, temos pouco controlo sobre as aplicações/janelas que não estão no ambiente actual.

O Mail também disponibiliza uma nova forma de organização da interface gráfica. Ainda estou a tentar habituar-me a esta nova forma de organização, mas parece-me que faz uma má gestão do espaço, e é provável que vá voltar ao esquema antigo.

Entre as coisas que me agradaram, está a nova versão do iChat, que juntas várias contas na mesma janela, e que me fez abandonar o Adium (e já agora, as contas MSN).

Neste última versão do SO passou também a ser possível criar disco cifrados, o que é bastante útil para manter os meus discos de backup um pouco mais seguros. Esta funcionalidade permite cifrar os backups feitos com o Time Machine. Infelizmente, parece-me que esta funcionalidade não funciona quando temos mais do que uma partição num mesmo disco… O FileVault tem também uma nova versão, que parece já funcionar decentemente com o Time Machine (mas é algo que ainda não experimentei). Ainda relativamente ao Time Machine, temos agora a possibilidade de manter backups locais, ou local snapshots (para quando não estamos ligados à unidade de backup). Nada de muito relavante, visto que no Snow Leopard já tinha uma partição local para backups do Time Machine (agora há a vantagem de não termos que configurar nada, nem trocar de unidade de backup quando nos ligamos à unidade de backup externa). Para já, vejo três aspectos a melhorar: a possibilidade de definir o intervalo temporal entre backups (até agora apenas consegui mudar este intervalo para os backups não locais), a possibilidade de definir tamanho máximo usado por estes backups, e a possibilidade de copiar dos backups locais para a unidade de backup externa quando esta é ligada.

O novo Mac OS X é também menos restritivo no que diz respeito a máquinas virtuais, e é agora permitido ter máquinas virtuais com a versão normal do SO (anteriormente apenas era possível com a versão servidor). Isto é útil para manter um ambiente de testes, permitindo manter o SO principal (não virtualizado) mais limpo.

Para terminar, referia mais algumas novidades bastante publicitadas, mas que me parece pouco relevantes: o Resume, que para alguns utilizadores poderá ser bastante útil, mas no meu caso não me tem servido para nada; o Launchpad, que me parece inútil (o Spotlight é bem mais prático); e o Resume, que ainda não é suportado por várias aplicações.

Resumindo, apesar de ter o preço acessível, a verdade é que o SO pouco trás de novo…

iOS 4: Primeiras Impressões

Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Foi hoje lançada a nova versão do sistema operativo para iPhone e iPod Touch, o iOS 4.

Já fiz o update, que correu sem problemas (as configurações de sistema, dados de aplicações e afins foram mantidos).

As principais diferenças que notei:

  • wallpaper (apesar da utilidade prática ser pouca ou nenhuma);
  • pastas para organizar as aplicações (isto até dá jeito);
  • possibilidade de ver todos os emails em simultâneo, em vez de só podermos ver as mensagens de cada conta em separado (uma das funcionalidades que mais me agradou até agora);
  • emails organizados por thread;
  • corrector ortográfico (se bem que ainda não percebi como seleccionar ou idioma).

Do tão falado multitasking, até agora mal dei por ele (nada de que não estivesse à espera)…

Google Chrome

Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Há umas semanas atrás decidi dar uma oportunidade ao Google Chrome, e comecei a usá-lo como browser principal, tendo praticamente deixado de usar o Safari.

Umas das razões que me levou a experimentar o Chrome foi o consumo de memória completamente absurdo do Safari. Como passava semanas sem encerrar o Safari, facilmente atingia consumos de memória da ordem dos 500MB, e o pior de tudo é que mesmo depois de fechar vários separadores (ou mesmo todos), o consumo de memória continuava elevado. Tipo, parece-me aceitável que gaste 300 ou até 400MB de memória quando estão umas dezenas de páginas aberta, mas depois de as fechar, esperava que o consumo de memória baixasse para valores próximos de quando o Safari arranca, ou de quando acabamos de abrir uma ou duas páginas (algo na ordem dos 100MB parece-me aceitável). Mas isto não acontece, e várias vezes tinha o Safari sem qualquer página aberta a gastar mais de 400MB.

Nos testes que fiz, este parece ser um problema que o Chrome consegue resolver. A verdade é que ao usar vários processos separados para abrir as páginas, torna-se mais simple fazer a gestão da memória, e tendo em conta que depois de fecharmos todas a janelas, os processos a elas associados terminam (fazendo com que toda a memória que o processo estava a consumir seja libertada), a maior parte da memória é efectivamente libertada.

Um dos problemas que encontro no Firefox para MacOSX é o facto de este não estar bem integrado no SO. Não usa os certificados do SO, não usa o sistema de gestão de palavras-passe SO, não usa o corrector ortográfico do SO, não usa as definições de proxy do SO, etc. Estas foram algumas das razões que me levaram a deixar de usar o Firefox no MacOSX.
Pensei que o Chrome fosse apresentar o mesmo problema, mas felizmente estava enganado, e parece estar razoavelmente integrado no SO.

Por outro lado, descobri hoje que o Chrome possui algumas funcionalidades bastante interessantes ao nível do controlo de cookies, JavaScript e plugins (Flash). As primeiras eram duas das coisas que mais falta me faziam no Safari (para bloquear o Flash já tinha arranjado um plugin).
Relativamente aos cookies, tem a opção de perguntar se quero aceitar ou bloquear os cookies, e tem a opção de guardar a opção para aquele site, permitindo-me construir facilmente uma lista de sites onde quero permitir (ou não) a utilização de cookies.
Ao nível de JavaScript permite-me desactivá-lo, tendo uma lista de excepções para indicar sites onde este deve ser permitido (penso que é algo semelhante ao que o NoScript faz).
Quanto ao Flash, o funcionamento é semelhante ao do JavaScript.
Adicionalmente, sempre que uma página é impedida de usar cookies, JavaScript ou Flash, aparece um ícone na barra de endereço, que permite facilmente activar a funcionalidade para aquele site (infelizmente para já apenas permite adicionar o site à lista de excepção, e não dar autorizações temporárias).

É claro que o Chrome está longe de ser perfeito, tem alguns bugs (nada de admirar, visto que estou a usar a versão de desenvolvimento), e faltam algumas funcionalidades importantes, como o Java e a possibilidade de visualizar ficheiros PDF directamente. Ainda assim, estou bastante satisfeito.

Contributo do iPhone

Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Pessoalmente nunca fui grande fã do iPhone. Apesar de ser um mac user, e de achar que o iPhone tem uma usabilidade bastante acima da média quando comparado com outros dispositivos do mesmo género, nunca foi um produto que eu achasse que valia a pena comprar.

Apesar de tudo, hoje descobrir um motivo para gostar do iPhone. Parece que a Virgin America decidiu deixar de usar flash no seu site devido ao facto do iPhone não o suportar.

Ou seja, o iPhone poderá contribuir para que os web developers comecem a pensar se realmente precisam de usar flash e recorram a este apenas quando é mesmo necessário.

Adenda: parece que há mais sites que se preparam para seguir o mesmo caminho

Widget DicionarioPT agora com conjugação de verbos

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Era uma das funcionalidades que temos disponível no site da Priberam, mas que não estava acessível no widget. Agora este problema foi resolvido, e os links que permitem conjugar um verbo já estão a funcionar :)

Entretanto, aproveitei para criar uma página para o widget, onde está disponível um changelog (para além da descrição do widget, e onde colocarei outras informações relevantes).

Click to Flash

Sábado, 16 de Maio de 2009

Há uns anos atrás, comecei a usar uma extensão para o Safari chamada SafariStand. Já não sei exactamente qual o motivo que me levou a usar esta extensão, mas com o tempo comecei a dar cada vez menos importância às funcionalidade por esta disponibilizadas. Actualmente, penso que a única funcionalidade que realmente me dava jeito era a capacidade de bloquear flash nos sites, sendo estes conteúdos apenas carregados quando clicasse neles.

Como o Stand é uma extensão um pouco pesada, decidi procurar por outras extensões que me permitissem bloquear flash no Safari, e encontrei uma extensão chamada Click to Flash. Tal como o nome indica, serve para bloquear flash, e possuiu mais algumas opções neste campo quando comparado com o Stand. Por exemplo, permite indicar sites em que o flash não é bloqueado, ou carregar todos os conteúdos em flash de uma página de uma só vez.

Para aqueles que usam Safari/MacOSX, e que, tal como eu, se sentem incomodados com grande parte das animações flash que se vêem nos sites, penso que é uma extensão que vale a pena experimentar.

Mais um widget – GuiaTV

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Como parece que também havia bastante gente a usar o widget GuiaTV (tal como o Dicionario, este também da autoria do José Coelho), resolvi revê-lo, de forma a tentar resolver os problemas que tinha, e parece que ficou novamente a funcionar :)

Quem estiver interessado, pode fazer o download aqui.

Dicionário de português – widget para MacOSX

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

O Dicionário era um dos widgets que mais falta me fazia no MacOSX. Infelizmente, há alguns dias atrás, depois de algumas alterações no site da Priberam (donde o widget extraía a informação), deixou de funcionar. Adicionalmente, o autor (José Coelho) também deixou de manter o widget.

Resolvi então dedicar algum tempo a analisar o código fonte do widget, de modo a tentar resolver o problema.

Nunca tinha trabalhado no desenvolvimento de widgets, nem com JavaScript (a linguagem mais relevante para este widget), mas a Apple disponibiliza uma excelente ferramenta para este tipo de tarefa, o Dashcode (que infelizmente só descobrir depois de já ter perdido umas horas a usar o Vim como editor, e a Console para ver os erros), e o JavaScript também é relativamente simples (a minha maior dificuldade foi não ter encontrado uma API com as funções que poderia usar).

E assim, aos fim de alguns dias, lá consegui colocar o widget novamente funcional.

Quem estiver interessado, pode fazer download do widget aqui: DicionarioPT.
Também criei uma página com informações sobre o widget aqui.

25 anos

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Time Machine no Tiger ou no Linux

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Há algum tempo atrás, depois de começar a usar um MacBook como a minha máquina principal, decidi voltar a meter o Tiger no meu PowerBook. Tendo em conta o pouco uso que lhe dou actualmente, chega perfeitamente. A única funcionalidade que senti mesmo falta, foi a Time Machine.

Tendo em conta que era uma funcionalidade que também me dava jeito no Linux, decidi investigar um pouco, para ver se encontrava alguma alternativa. Depois de ler isto e isto, consegui perceber o funcionamento da Time Machine. As scripts apresentadas nos sites indicados, tinha o problema de não fazer uma gestão tão elaborada dos backups antigos como a Time Machine. Assim, decidi fazer uma script um pouco mais completa.

O resultado final pode ser encontrado aqui.

É uma script Perl, que faz backups incrementais (usando o rsync), e que apenas apaga os antigos, caso seja usada uma opção disponível para esse efeito. A estratégia seguida para apagar backups antigos é semelhante à seguida na Time Machine: backups das últimas 24 horas, backups diários dos últimos 30 dias, e backups semanais no resto (no entanto, alterando algumas varáveis na script, podemos adaptar isto às nossas necessidade).

Para ter a script a correr de hora em hora, é só adicionar uma entrada no cron (o ideal seria usar o launchd, mas estava a ter alguns problemas com esta alternativa).

NOTA: A script foi testada em Linux (Debian 4.0) e em MacOSX, estando, aparentemente, a funcionar sem problemas. Ainda assim, recomendo algum cuidado com a sua utilização, pois pode conter bugs. Deverá funcionar em qualquer sistema UNIX, mas não testei em mais nenhum, para além dos 2 anteriormente citados.