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Time Machine e SMB

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Depois de alguns dias de luta, finalmente consegui pôr a Time Machine a fazer backups para o disco do router!

Primeiro comecei por tentar usar SMB, e depois alguns problemas com permissões, lá consegui montar o volume com permissões de escrita. No entanto, quando tentava fazer o backup, dava sempre erro.
Depois, tentei pôr Netatalk a funcionar no router, para partilhar o disco por AFP, que sendo o protocolo da Apple, funcionaria de certeza com a Time Machine. Apesar de ter conseguido instalar o software necessário, nunca consegui arrancá-lo.
Depois virei-me para o NFS, e depois de muito tempo perdido de volta do ficheiro de configuração (mais uma vez, para acertar permissões), e de mais algum tempo de volta de um problema que fazia com que não conseguisse montar o volume no MacOSX, lá consegui ter o disco disponível. Mais uma vez, quando fui tentar usar a Time Machine com o disco, não consegui.
Pelo meio, ainda tentei usar FTP, mas a Time Machine nem aceitava o volume.

Resolvi então voltar a virar-me para o SMB (por ser o mais simples de pôr a funcionar no router), e tentar resolver o erro da Time Machine. Foi então que cheguei a este site, e depois de mais algumas hora, lá consegui fazer o backup!

Ficam então aqui os passos necessários para se pôr a Time Machine a usar um volume SMB.

O primeiro passo é, obviamente, pôr o SMB disponível, com permissões de escrita. Por omissão, a Time Machime não vai ver este volume, e não o poderemos escolher. Para corrigir este problema, basta executar o comando:

defaults write com.apple.systempreferences TMShowUnsupportedNetworkVolumes 1

Agora já podemos escolher o volume nas preferências da Time Machine. No entanto, no meu caso, quando tentava fazer o backup, depois de algum tempo em preparação, obtinha um erro a dizer que não conseguia criar a imagem.

Para resolver este problema, a solução parece ser criar uma sparsebundle image para a Time Machine usar. Isso pode ser feito através do Terminal, com o comando:

hdiutil create -size <tam>g -fs HFS+J -type SPARSEBUNDLE -volname <nome_vol> <nome_comp>_<mac_addr>.sparsebundle

Onde:

  • <tam> é o tamanho da imagem a criar, e será o tamanho máximo disponível para os backups (neste caso, a unidade é GB)
  • <nome_vol> é o nome que vamos dar à imagem (este parâmetro não é muito relevante)
  • <nome_comp> é o nome do computador (pode ser visto em System Preferences > Sharing)
  • <mac_addr> é o mac address da placa ethernet

No meu caso, fiquei com um comando semelhante a este:

hdiutil create -size 20g -fs HFS+J -type SPARSEBUNDLE -volname "Backup rcg" rcg_003f3baf65f1.sparsebundle

Depois disso, move-se a imagem criada para o volume onde queremos fazer os backups (não é boa ideia criar a imagem directamente onde vamos fazer backup, pois o processo será mais lento).

Supostamente, isto devia ser suficiente para os backups passarem a funcionar… No meu caso, ainda estava a obter um erro, a dizer que não conseguia montar o volume. Só quando desconectei o volume é que os backups deixaram de dar problemas (isto é um pouco estranho, mas pronto).

E é isto, agora já não preciso de passar a vida a ligar e desligar o disco externo. A velocidade não é grande coisa, mas se não fizerem grandes alterações às pastas que fazem backups, deve ser suficiente.
De referir que já li alguns relatos de erros que levaram à perda dos backups, por isso, se estes forem muito importantes para vocês, recomendo que não usem (apenas) este método.

Está quase perfeito : )

Sábado, 31 de Maio de 2008

Na sequência de posts dedicados ao Leopard, tencionava ter escrito ainda mais uma crítica, sobre uma das funcionalidades sobre a qual tinha mais expectativas, mas que acabou por me desiludir bastante, o Spaces. Infelizmente acabei por não ter tempo de escrever nada antes.

E estou a escrever agora porque parece que com a última actualização do SO, a versão 10.5.3, a maior partes dos problemas foram resolvidos :)

Bem, primeiro, os problemas que havia anteriormente. Basicamente, o Spaces tinha sido pensado para os utilizadores organizarem as várias áreas de trabalho em função das aplicações, i.e., para que todas as janelas de uma aplicação estivessem concentradas num único espaço. Pessoalmente, nunca me pareceu que isso fosse a melhor maneira de fazer as coisas… Embora para algumas aplicações (como o iTunes, o iCal, o Mail, o Adium, e outras em que normalmente só tenho uma janela aberta) até usasse sempre a mesma área de trabalho, preferia organizavar as coisas em função das tarefas que estava a efectuar, e tinha aplicações como o Terminal, o Safari, o Vim, etc. constantemente a serem abertas e fechadas em vários espaços.

Mas afinal qual era o problema?
Quando tinha uma janela do Safari, por exemplo, aberta na área 1, e estava a trabalhar na área 2, onde precisava de abrir também uma janela do Safari, caso clicasse no ícone do Safari na Dock, ou usasse o Cmd+Tab para mudar de aplicação, ia parar à área 1 (onde estava uma janela do Safari aberta). Ou seja, abrir janelas de uma aplicação que só tinha janelas abertas noutros espaços, era uma chatice. Pior do que isso, às vezes, até quando tinha janelas abertas na área de trabalho actual, as coisas funcionavam mal…
Ainda usei esta opção para desactivar as mudanças de espaço automaticamente, mas aí, quando mudava de aplicação, mesmo tendo janelas abertas no espaço em que estava a trabalhar, nem sempre passavam para a frente das outras (eventualmente seriam as janelas de outro espaço que estavam a ser activadas, não sei). Embora tenha continuado com esta opção assim, o Spaces não funcionava tão bem como devia.

Mas agora parece que as coisas já começaram a funcionar!
A última actualização, para além de corrigir alguns aspectos que eram mesmo bugs (como o mudar de espaço quando existiam janelas no espaço actual), trouxe uma nova opção nas preferências, que permite desactivar a mudança de espaços, mas não totalmente. Assim, quando clicamos na Dock, ou usamos o Cmd+Tab para mudar de aplicação, não se muda de área de trabalho. No entanto, se clicarmos na Dock quando já temos a aplicação activa (se clicarmos duas vezes na Dock, por exemplo), já mudamos de espaço.

Apesar de ainda ter alguns pormenores que poderiam ser melhorados (por exemplo, permitir que se escolham as aplicações para as quais queremos ou não mudar de espaço, da mesma forma que podemos associar uma aplicação a um espaço), parece que já está bastante bom.

OpenOffice

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Experimentei hoje o beta da última versão do OpenOffice. Apesar de raramente usar este tipo de software para produzir documentos, infelizmente tenho que possuir alguma coisa deste género para abrir os documentos que me enviam…

Quanto ao OpenOffice propriamente dito, parece que finalmente tem uma versão minimamente decente para mac. Apesar das melhorias, o desempenho é péssimo… Quase 1 min para abrir uma apresentação, e ao visualizar, demora vários segundos a mudar de página. Até em coisas simples como alterar as preferências, se nota uma enorme lentidão.

Não sei como é que anda o MS Office 2008, mas a versão anterior sempre tinha um desempenho aceitável… Também é verdade que esta versão do OpenOffice ainda é um beta, vamos esperar pela versão final a ver se as coisas melhoram.

Embora exagerada, é uma comparação interessante

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

É que o meu desktop cá de casa ainda consegue ser pior do que esse pc, e mesmo não sendo um adepto dos iMacs, quando olho para a quantidade de cabos que tenho, é impossível não pensar num :D

Time Machine

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Continuando a série de posts sobre o Leopard (que instalei recentemente), desta vez venho fazer algumas observações sobre a Time Machine.

É sem dúvida uma das novidades de destaque desta nova versão do Mac OS X, e é notável a forma como a Apple consegue pôr qualquer leigo em informática a manter um histórico de backups bem planeado, sem qualquer dificuldade (se bem que uma Time Capsule dava jeito para não ter que se andar sempre a ligar o disco externo).

Depois, a interface de navegação nos backups também me parece bem conseguida, sendo bastante intuitiva, e tendo um aspecto bastante agradável. Pois… mas mais uma vez, este agradável é muito bonito para quem tiver uma boa máquina. Não sei se existe alguma opção para simplificar a interface, tornado o mecanismo mais usável, eu pelo menos ainda não vi nada, e sem ela, tentar recuperar um ficheiro usando a Time Machine, é uma valente dor de cabeça.

PS: Presumo que nas máquinas mais recentes este problema não se levante, pois se assim não for, parece-me uma falha grave da Apple.

Agora os pontos negativos

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Como referi no post anterior, instalei recentemente o Leopard no meu portátil.

Depois de uma primeira impressão bastante positiva, ao fim de alguns dias de utilização, começo a ficar um pouco desiludido. Não pelas novas funcionalidades (onde tenho também tenho algumas críticas a fazer, mas que ficam para outro dia), mas sobretudo pela falta de estabilidade.

Nestes 5 dias de utilização do Leopard, acho que tive mais problemas do que em 2 anos de utilização do Tiger. É verdade que o sistema é recente, mas mesmo assim, quando comecei a usar o Tiger este também ainda tinha poucos meses, e não foi por isso que deixou de ser um SO extremamente estável.

Mais uma vez, esperava um pouco mais… Vamos lá esperar pela próxima actualização a ver como ficam as coisas, se calhar o problema é estar mal habituado :)

Leopard

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Ontem (e hoje…) lá consegui arranjar algum tempo para instalar o Leopard, e depois de uma horas largas de volta de backups, instalação de software, actualizações, configurações, a compilar programas, etc., já está quase tudo a voltar ao normal.

Para já, o único inconveniente a referir, parece ser o facto do Leopard ser um pouco mais pesado do que o Tiger (e o meu velhinho PowerBook G4, já se começa a queixar). De resto, gostei bastante do Spaces, o TimeMachine também parece funcionar bem, e outras aplicações, como o Finder, o Spotlight, o Mail, o iCal, o Preview, ou mesmo o Terminal (restringindo-me às aplicações que uso regularmente), trazem algumas pequenas novas funcionalidades que dão bastante jeito. No geral, parece-me que valeu bem os 65€ que paguei por ele.

Mac OS X Leopard Screenshot

MacBook Air

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

A Apple apresentou ontem na MacWorld o seu novo portátil, o MacBook Air. À primeira vista, aquilo que o distingue dos outros são as suas dimensões: apenas 1.36Kg, e uma espessura que varia entre os 0.4 e 1.94cm.

Apesar de ter mais alguns pormenores interessantes (como teclado iluminado, ecrã com tecnologia LED, e um trackpad bastante funcional), fiquei um pouco desiludido. A falha mais grave parece-me ser sem dúvida o facto de ser de 13.3″. Num modelo em que a portabilidade deve ser o ponto forte, tudo que for mais de 12″ parece-me exagerado.

Possui ainda mais alguns pontos negativos, como a não existência de porta Ethernet, nem leitor de CDs, e apenas ter uma porta USB. Se calhar, até raramente precisamos de mais do que isto, mas quando olhamos para a concorrência (por exemplo para os Toshiba Portege R500), vemos-lo trazer estas coisas, conseguindo ainda ser mais leve (embora mais espesso). E quando comparados os modelos com disco SSD (visto que com um disco normal de 4.200 rpm, o desempenho deste novo Mac deve deixar um pouco a desejar), os preços não diferem muito… Enfim, esperava um pouco mais…

Alguns links:

MacVim

Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Agora já temos um port minimamente decente do Vim para Mac OS X. Apesar de gostar de usar a versão do terminal, esta tem algumas limitações, nomeadamente a nível de cores e dos atalhos de teclado (além disso, às vezes não dá jeito ter que ir ao terminal para abrir um ficheiro). No que diz respeito a este último problema, esta versão funciona particularmente bem, e no geral, está bastante bem integrada no Mac OS. Ainda tem alguns bugs, mas nada de mais…

Mais informações aqui.
Download aqui.

Desta vez enganei-me…

Sábado, 3 de Novembro de 2007

Ao contrário do que tinha previsto, o Leopard também chegou a Portugal no dia 26. Já tive a oportunidade de ver um a funcionar, e também já arranjei tempo para ver o guided tour, mas ainda estou à espera que os Family Packs cheguem cá a Braga, para ver se finalmente lhe meto as mãos em cima :)